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sexta-feira, 30 de abril de 2010

O isolamento

Hoje em dia as pessoas preferem o isolamento ao colectivismo. Para muitos é preferível ficar em casa num sábado à noite a ver televisão do que ir para um bar ou uma discoteca com amigos. “Para quê ir sair quando posso ter e fazer praticamente tudo na comodidade do meu lar?” é a mentalidade da maior parte das pessoas actualmente.
Desde que surgiram as novas tecnologias que nos permitem fazer praticamente tudo através da nossa própria casa, as pessoas deixaram de frequentar espaços públicos e colectividades para passar a desfrutar de tudo na comodidade do seu próprio lar. Outra das causas deste isolamento é a evolução do ser humano – evolução esta que trouxe o capitalismo e a competitividade para além do isolamento.
É a própria mentalidade e cultura de cada um de nós que nos leva ao isolamento - “para quê ir sair com os amigos se tenho o computador e o telemóvel para falar com eles?”; “se posso tirar e ver filmes na internet, no quentinho da minha casa, para quê ir ao cinema pagar para os ver?”; “porquê ir ao estádio ver o jogo se o posso ver na Sport TV?” são algumas das mentalidades que nos levaram ao isolamento e falta de convivência.
Há apenas uma conclusão: à medida que as tecnologias evoluem o isolamento aumenta, o colectivismo desaparece e o sentido da palavra “Humanidade” desvanece.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Como ?

Como é que alguém que nunca se apaixonou pode sequer escrever um historia de amor ? Esse é o meu actual dilema.

Amo a escrita, a dança, a música e todas as formas de arte nas quais nos podemos exprimir mais do que a minha própria vida por isso procuro usar a minha pouca criatividade na criação de algo… mas o que será esse algo que tanto procuro?
Supostamente tenho talento para a escrita , mas porque é que nos poucos momentos que tenho para escrever nada me sai?
Quero deixar uma marca no mundo antes de partir e eu sei bem que sou nova mas por este andar vou partir da mesma maneira que aqui cheguei: sem ser objecto de importância e sem ter um “lugar” definido neste mundo de supostas oportunidades.
Por isso pergunto: como se escreve um romance, uma historia de amor, uma ficção ou um conto de terror quando nunca passamos por essas experiências? Como pode alguém ter tanta criatividade dentro de si mesma ao ponto de criar maravilhosos livros vezes e vezes sem conta e eu, eu que amo a escrita, que amo passar horas a ler e a viver completamente dentro das historias maravilhosas que leio, não consigo que me saiam as palavras que tanto quero?
Como posso imaginar as melhores historias e, quando tento pô-las em papel, estas fogem-me das mãos como os grãos de areia na praia?